O problema da cultura de massa não é o funk, pagode, sertenejo, brega.... o problema é a ostentação. CULTURA da ostentação. A caldo tóxico da CULTURA DA OSTENTAÇÃO corrói tudo. As infâncias, os corpos, a auto estima, a saúde mental e física. É estímulo desvairado pelo consumo de álcool com a finalidade de conseguir transar com alguém, como se a razão de toda existência fosse sempre, no fim, transar com alguém. Alguém de corpo escultural, claro. Corpos não esculturais não transam, de acordo com a cultura da ostentação.
Concorrência. Tantos os terreiros e centros de umbanda e candomblé quantos as igrejas neopentecostais se concentram nas periferias e favelas. Elas disputam um mesmo público em um mesmo espaço geográfico. Nas favelas e periferias estão as piores e mais frequentes mazelas. Drogas, violência doméstica, violência do tráfico, violência da polícia, falta de hospitais e escolas decentes. Na favela está concentrado o sofrimento geral que a pobreza causa. E tanto pastores e pastoras quanto pais e mães de santo estão atendendo e consolando essa gente sofrida. Cada uma consola a seu modo. Porém é comum as igrejas neopentecostais declararem ódio e intolerância abertamente contra "macumbeiros" como uma estratégia de manipulação e proveito da ignorância alheia. Um evangélico que mora na favela sempre tem um vizinho macumbeiro. O discurso do medo, do diabo, do feitiço, um pensamento medieval que ainda custa a vida e a honra das pessoas. Um macumbeiro não tem um evangélico como inimigo, a ...
Comentários
Postar um comentário