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Mil argumentos não alcançam 1 segundo de realidade.
É assim que vejo as ciências sociais. As humanidades. Se queres
realmente entender o que é luta de classes, lute. Passe pro lado mais fraco da
corda. Passe pra parte de baixo da pirâmide. Ou pelo menos veja de perto o que
é, de fato, ser privado da dignidade humana. Da dignidade de poder proporcionar
comida e roupas decentes para os filhos. E esse lado, por vezes, se resume em
apenas viver do próprio suor. Trabalhar para sustentar-se. Gastar todo seu
tempo de vida para sobreviver e não para viver. De
poder ouvir, ver e fazer música, teatro, dança, arte e cultura por puro e
simples hábito. Ter tempo para viver e ver os filhos crescerem. Ter tempo para
comtemplar as coisas agradáveis e simples sem se preocupar se vai conseguir
pagar todas as contas do mês. Ter dinheiro o suficiente apenas para se
locomover de casa para o trabalho e do trabalho pra casa. Sobrando migalhas para
emergências com gastos em farmácia ou oficinas mecânicas. Isso quando se tem
carro.
E qualquer esforço que qualquer pessoa faça para diminuir
isso, é honrado e nobre. Diminuir esse constante mal estar que as pessoas
compensam com consumo de coisas e de si mesmas, em sua própria vaidade. Diminuir
essa insensibilidade e indiferença perante o sofrimento alheio. Qualquer um que
faz de sua profissão, missão, de parte de sua existência, uma causa e uma
contribuição para a humanidade é honrado e nobre.
Participar do mundo de forma humanista é contribuir para a
busca de uma consciência única. Temos que participar como uma força que compõe
um movimento evolutivo. E essa evolução está no plano da consciência. Temos que
nos conscientizar que somos uma raça só. Que apenas vivendo coletivamente e
sustentavelmente é que conseguiremos prolongar nossa existência na terra.
Somos seres jovens nesse planeta. Talvez, dos mais novos
entre os seres vivos. E ainda estamos em evolução. E precisamos entender que o
novo passo da evolução em que estamos a caminho não é tecnológico. Viemos do
fogo à nanotecnologia em alguns milênios. E agora? Pra onde vamos? Vamos
seguindo em nossa própria destruição. Na destruição de tudo o que há e que
possa nos servir. Gastando bilhões em busca de água em outros planetas (não que
isso não seja fantástico) enquanto há milhares de pessoas com sede e com doenças
permanentes por falta de água, aqui mesmo nesse planeta.
Não há outro caminho para preservação de nossa espécie que
não seja o bem estar de todos. De toda a humanidade.
Até quando uma parte da humanidade deve ser consumida para
sustentar outra? Até quando os mais vis, gananciosos, perversos e egoístas irão
deter os poderes e a riqueza proveniente do povo que trabalha? Povo esse que é
preto, índio, mestiço, imigrante, gay, idoso, jovem, mulher. Povo que gasta sua
vida, dia a dia, e muito pouco tem pra viver. Até quando esse povo irá gastar
todo suor e tempo de vida pra apenas sobreviver?
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